sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

O que é necessário...?

Todas as noites antes de dormir, fico observando o Universo e me pergunto se a curiosidade humana não chega ao ponto da prepotência; A humanidade quer saber de tudo! Como a vida surgiu? De onde viemos? O que nos aguarda? Até onde podemos chegar com a ciência? Existe um limite? Até onde a física nos deixa chegar?

Lideranças mundiais não param de investir milhões, trilhões de dólares, em recursos para fabricação e pesquisa na área de física com seus foguetes, aceleradores de partículas, pesquisas para produção de máquinas de energia limpa, robôs, satélites, entre vários outros instrumentos para fins científicos.
Entretanto, além de muitas pesquisas, esses gastos seriam de extrema sabedoria caso não houvesse no mundo ainda tanta miséria e fome. Estaria sendo humanista demais? Como pesquisador devo continuar buscando sempre resultados científicos satisfatórios e buscar relações na natureza que faça valer isso, alimentando assim uma matriz de informação científica que vem se formando e renovando a séculos.
Como educador devo criar em meus alunos a curiosidade pela ciência, pela natureza, com a intenção de formar assim cidadãos críticos de uma realidade da qual desequilíbrios sociais acontecem com muita frequência, muitos dos quais intermitentes.

Todavia, expresso-me aqui como humano e morador deste planeta cuja vida é de um aspecto bem rico. Sabemos o quanto é fácil disponibilizar comida para toda população mundial; comparando isso com os gastos com pesquisa, torna-se até cruel estampar essas informações, mas os gastos anuais com toda ciência e tecnologia daria para alimentar toda população do planeta durante 10 anos aproximadamente.
Enfim fica a seguinte questão: Será mesmo que a ciência algo tão importante, seja realmente a responsável pela fome no mundo? Creio que não! A incompetência de políticos? Talvez! Prefiro acreditar em um velho amigo que diz:"a ciência mesmo sendo tão inútil, ainda assim é a única coisa que temos", "Tempo difícil esse em que estamos, onde é mais fácil quebrar um átomo do que os preconceitos". Realmente a fome não espera por caridades.

Diego Facó Maciel

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